6 e 7 de novembro de 2018
    • Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Lei do ISS apresentam...
Terceira Idade
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Terceira Idade

OS DESAFIOS DOS IDOSOS NO MERCADO DE TRABALHO

Terceira Idade e a Previdência 

 Um dos temas centrais da campanha eleitoral de 2018 é a reforma da Previdência. Vários modelos são apresentados e abriu-se uma ampla discussão sobre a idade mínima para aposentadoria, o aumento no tempo de serviço, entre outros. Todas estas questões revelam não somente uma necessidade de adequação das contas públicas, mas também do aperfeiçoamento do mercado de trabalho para a terceira idade.

Pirâmide Etária

Uma das urgências em se discutir estas questões é bem positiva, indica que o brasileiro está vivendo mais. Segundo projeção divulgada em julho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida do brasileiro, em média, é de 76 anos, o que representa um salto de 22 anos em relação ao registrado na década de 1960, por exemplo, quando a média era de 54 anos. Além disso, ainda de acordo com o IBGE, em pouco mais de 20 anos, pela primeira vez, o número de idosos deve superar o de crianças no país.

Com os avanços da medicina e a crescente procura por uma vida mais saudável, a população está envelhecendo cada vez mais tarde. Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos, os idosos somam 23,5 milhões dos brasileiros, mais que o dobro do registrado em 1991. E a projeção é que serão 30% da população em 2050 (em 2010 eram 10%). Por isso, é preciso discutir as questões da empregabilidade da terceira idade, desfazendo preconceitos e aproveitando a experiência destes profissionais que ainda têm muito a oferecer.

 

Idosos e o Mercado de Trabalho

A ideia de que o idoso é aquele senhor sentado no sofá está ultrapassada. Cada vez mais eles têm retornado ao mercado de trabalho (ou nem saído dele após a aposentadoria). Um dos motivos é o baixo valor do benefício, somado ao alto custo dos planos de saúde na terceira idade. Ou seja, mais do que o prazer em se sentir ocupado, é uma necessidade. O estatuto do idoso, mostra que a empregabilidade dos mais velhos também é um direito: “O idoso tem direito ao exercício de atividade profissional, respeitadas suas condições físicas, intelectuais e psíquicas”. Além deste trecho, o artigo 26 do mesmo Estatuto também veda a discriminação por idade, delega ao poder público o estímulo de programas de profissionalização especializada para idosos, assim como o estímulo às empresas privadas para admissão dos profissionais da terceira idade. Portanto, é preciso que estes direitos sejam garantidos.

As empresas têm papel decisivo neste processo. Para tanto, devem saber usufruir o que cada idade tem a oferecer, evitando o conflito de gerações e desmistificando ideias como a de que os mais velhos se cansam mais. É preciso entender que cada tipo de funcionário apresenta prós e contras. Dos jovens, por exemplo, deve-se esperar, cobrar e valorizar a rapidez, agilidade, atualização e o engajamento, assim como o aspecto mais inovador. Por outro lado, eles tendem a ser mais imediatistas, insubordinados e ter mais dificuldade com liderança e hierarquia. Já os mais velhos, por sua vez, têm mais paciência e trabalham de maneira mais estruturada e organizada. Contudo, em contrapartida, podem ser morosos e pouco resilientes. Para tanto é preciso entender cada indivíduo de modo único, uma vez que muitos idosos querem provar que podem e, às vezes, têm mais disposição até que os mais novos. Talvez seja mais interessante, no caso dos mais velhos, direcioná-los para atividades mais assertivas, enquanto os jovens, para as que exijam mais força, e não só a física. A empresa pode e deve ajudar neste processo porque se beneficia com a mistura. O equilíbrio é a palavra-chave.

A importância do idoso no Mercado 

Vale salientar também que, além do Governo e das empresas, o próprio idoso tem que entender que o mercado de trabalho é diferente de quando ele entrou. As relações estão mais horizontais, a forma de realizar o trabalho se modificou e a atualização da tecnologia é fundamental. A experiência do idoso é muito importante para o mercado, mas ele também pode se atualizar.

O Fórum debate a Terceira Idade e outros temas

Debatendo todas estas questões, o Fórum Cultura + Diversidade Rio 2018, vai discutir políticas de inclusão e empoderamento do mercado de trabalho para idosos, LGBTIs, mulheres, negros e Pessoas com Deficiência (PCDs), nos dias 6 e 7 de novembro, no Centro de Convenções do Hotel Vila Galé. Para se inscrever, gratuitamente, acesse o site Fórum Cultura Mais Diversidade as vagas são limitadas.

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