6 e 7 de novembro de 2018
    • Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Lei do ISS apresentam...
Nobel da Paz 2018 contra a violência sexual
Em destaque Dr. Denis Mukwege & Nadia Murad, ganhadores do Prêmio Nobel da Paz 2018.

Nobel da Paz 2018 contra a violência sexual

Nobel da Paz 2018 contra a violência sexual

    Na manhã da sexta-feira (5 de outubro de 2018), o Prêmio Nobel da Paz anunciou uma dupla de vencedores: Denis Mukwege e Nadia Murad, ambos ativistas que lutam contra a violência sexual como arma de guerra. Ele, médico ginecologista que tratou cerca de 30 mil vítimas desta violência na República Democrática do Congo. Ela, sobrevivente da escravidão sexual imposta pelo Estado Islâmico no Iraque.

 

Inovação Comportamental

    Entendendo o estupro como uma arma de destruição em massa, Denis Mukwege, de 63 anos, conhecido como “doutor milagre”, que desenvolveu grande experiência no tratamento de lesões sexuais graves, recebeu a notícia do prêmio enquanto realizava uma cirurgia. Financiado pela Unicef e outros doadores, Mukwege montou um hospital com 350 leitos, uma unidade de atendimento móvel e um sistema para oferecer microcrédito para as vítimas reconstruírem sua vida.

    Nadia Murad, de 25 anos, após sobreviver a três meses como escrava sexual do grupo extremista Estado Islâmico, em 2014, conseguiu escapar dos terroristas e liderou uma campanha para impedir o tráfico de pessoas e libertar o grupo étnico-religioso yazidis, que é composto por cerca de 400 mil pessoas.

O que é o Grupo Yazidis

    As crenças desse grupo, considerado “infiel” pelos extremistas, misturam componentes de várias religiões antigas do Oriente Médio. Estima-se que 3 mil garotas e mulheres yazidis foram vítimas de estupro e outros abusos por parte dos extremistas no Iraque. A ativista dos direitos humanos foi nomeada, em 2016, embaixadora da Boa Vontade da ONU para a Dignidade dos Sobreviventes do Tráfico Humano.

   Nobel da Paz 2018 valorizando as Mulheres

    A premiação revela a mensagem de valorização da mulher, levanta a bandeira contra a intolerância religiosa e reconhece as boas práticas diante da violência sexual. O prêmio é de 9 milhões de coroas suecas (cerca de 1 milhão de dólares) e será entregue numa cerimônia em Oslo, capital da Noruega, em 10 de dezembro. Criada pelo industrial sueco Alfred Nobel, o inventor da dinamite, a premiação foi concedida pela primeira vez em 1901.

 

Sobre o Fórum Cultura Mais Diversidade

     O Fórum Cultura + Diversidade vai debater questões como esta, visando o empoderamento e a desmistificação de preconceitos contra Mulheres, Negros, LGBTIs, Pessoas com Deficiência (PCDs) e Idosos no mercado de trabalho.

    O evento ocorre nos dias 6 e 7 de novembro, no Centro de Convenções do Hotel Vila Galé, na Lapa, Rio de Janeiro. As inscrições são gratuitas e limitadas. Para se inscrever acesse https://forummaisdiversidade.org/inscricao/

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