6 e 7 de novembro de 2018
    • Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Lei do ISS apresentam...
PARADA GAY, ELEIÇÕES E PINK MONEY
Foto da Parada Gay de 2017, representando o movimento que acontece no dia 30 de setembro de 2018

PARADA GAY, ELEIÇÕES E PINK MONEY

A Parada do Orgulho LGBTI do Rio de Janeiro, em 2018, volta a ser realizada em setembro. O evento, que chega à sua 23° edição, serve como um momento de evidência para questões como o respeito à diversidade, o papel do poder público no apoio aos grandes eventos e a relação entre o discurso de marketing das empresas e sua aplicação no dia-a-dia. Uma discussão que se revela ainda mais importante em ano eleitoral.

Além da Parada do Orgulho do LGBTI, que será realizada no dia 30 de setembro, na Praia de Copacabana (na altura do posto 6), a partir do meio dia, o Grupo Arco-íris estará presente no Fórum Cultura Mais Diversidade Rio 2018, que vai debater políticas de inclusão e empoderamento do mercado de trabalho para LGBTIs, Pessoas com Deficiência (PCDs), NEGROS, MULHERES e IDEOSOS, nos dias 6 e 7 de novembro, no Centro de Convenções do Hotel Vila Galé. Se tiver interesse de inscrever-se, clique em Forum Mais Diversidade.

 

Empresas Privadas em Apoio à Parada LGBTI

Organizada pelo Grupo Arco-íris, a Parada do Orgulho LGBTI do Rio de Janeiro é realizada, atualmente, com o apoio da iniciativa privada, uma vez que, desde 2014, com a crise financeira enfrentada pelo Estado do Rio de Janeiro, o evento perdeu o patrocínio do poder público estadual. Para JÚLIO MOREIRA, diretor da organização, o principal desafio do evento é mobilizar as marcas da iniciativa privada para que elas apoiem o evento de forma mais orgânica: “sabemos que embora exista o discurso de empresa Gay Friendly muitas delas vêm interessadas na questão do marketing do Pink Money.  É preciso concretizar está fala”. Para JÚLIO MOREIRA, o apoio à diversidade deve ser muito mais amplo: “deve incluir negros, pessoas com deficiência, como também é proposta do Forum Cultura Mais Diversidade

Diversidade que inclua todo mundo”. Ainda de acordo com o organizador, “as empresas precisam trabalhar mais no aspecto social, porque nós também somos consumidores. As pessoas precisam se ver representadas nestas empresas. É um trabalho de formiguinha que precisamos todos ampliar”.

 

Favorece ao Turismo na Cidade do Rio de Janeiro

Quanto ao apoio do poder público, JÚLIO MOREIRA defende a iniciativa devido à importância que o evento tem para a cidade, atraindo turistas e estimulando o consumo: “a Parada mobiliza milhões de reais em recursos para os cofres públicos em forma de impostos e para as empresas que tem seus negócios voltado para o setor do turismo. Cada frequentador da parada gasta em média 250 reais (entre passagem, alimentação). Isto multiplicado para um público de um milhão de pessoas, na ponta do lápis é um valor muito alto de arrecadação tributária”. Segundo o diretor do Grupo Arco-íris, com o fortalecimento desta parceria, o evento conseguiria definir um calendário antecipado, para que as pessoas se programem, atraindo um maior público à cidade.

 

Vote em Ideias

Num momento em que se evidencia um discurso político mais conservador, a Parada do Orgulho LGBTI do Rio de Janeiro entende que seu papel também é o de politizar o seu público: “vivemos num momento crucial para a mudança desse país elegendo pessoas comprometidas com a causa LGBT porque o setor adversário se mobiliza também. Então precisamos todos ampliar essa mensagem”. Desta maneira, o evento, que todos os anos promove uma campanha que reflete o diálogo com a sociedade civil, definiu como tema para 2018 o mote “Vote em ideias, não em pessoas. Vote em quem tem compromisso com as causas LGBTI”.

Mais que uma festa, embalada pelo show de artistas em trios  elétricos, o evento se propõe a ser uma ferramenta para provocar o poder público em prol de políticas igualitárias, que promovam a pro equidade, questionar o pensamento conservador de uma parte da sociedade e a congregar as vozes da comunidade LGBTI, que também é heterogênea, somando as falas tanto dos ativistas quanto dos não-militantes.

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